segunda-feira, 17 de novembro de 2014

"PROVÃO" para o futuro

Provas onde são cobradas todas as matérias que já foram estudadas, mata o aluno de raiva. Mas também mostra se ele está no caminho certo. Vejamos. Outro dia escrevi sobre estar preparado e se preparar. Alunos que estão no meio para o final do curso devem prestar bem atenção nos seus resultados, pois ainda dá tempo de mudar de atitude. Aluno no início precisam entender que mais do que nota este tipo de prova é uma forma de autoavaliação de seu desempenho como pessoa comprometida com o conhecimento. Ou seja, ir bem em uma prova que cobra conhecimento já adquirido durante os anos de estudo significa que o aluno está no rumo certo, ele está comprometido em apreender as informações. Alunos que tem resultados aquém são alunos que estão, de certa forma, passando pelo curso de forma descomprometida. De uma forma ou de outra o aluno pode chegar ao final do curso, só não poderá enganar a prova da vida que é feita pelo mercado. Existe, no meu entendimento, uma grande chance do provão ser uma prévia do seu comportamento histórico. Sua história escreve seu futuro. Boa sorte.

domingo, 16 de novembro de 2014

Eu e não o professor

Outro dia me chamaram para o amigo secreto, pensei que era entre professores. Não. Era entre os alunos de uma turma. Fiquei pensando, que legal, muito bacana, agora sei que venci a distância professor aluno, pelo menos com esta turma. É isso, quando uma turma incorpora o professor em uma brincadeira significa que é consenso entre a turma que o professor é parte do grupo e não apenas uma pessoa que cumpre um papel. O que já é muito importante para o ensino. Penso que o simples fato do convite já é uma honra e um sinal de que podemos vencer a hierarquia em nome da convivência, que independente dos resultados dos alunos nos importamos mais com a pessoa que com os resultados. Que resultados não podem ser confundidos com questões pessoais. Maturidade. Até por que os resultados podem ser alterados no tempo mas a chance de conviver pode ser única. Melhor é saber que não foi um único convite. Muito obrigado pela chance de ser eu e não o professor.

sábado, 15 de novembro de 2014

Preocupe-se em melhorar sua atitude e não em saber mais


Vamos pensar no discurso exaustivo da mídia em dizer que não existe mão de obra, por outro lado tem um monte de gente sentado em sala dizendo que não encontra oportunidade. Então onde está o erro. Na minha opinião o erro está no aluno que pensa que saber, conhecer assuntos, é tudo, e do outro lado o mercado que não deixa claro que apenas comportamento não basta. Os alunos devem entender que ser, se comportar e ter atitudes coerentes é tão importante quanto saber. Empresas já sabem disso, se não soubessem, não treinariam funcionários. Será que o problema do aluno que não encontra oportunidade não está no seu comportamento? Na forma de interpretar seus interesses? Interesses todos temos, as empresas também os têm. É preciso casar comportamento, conhecimento e oportunidade, caso contrário ficaremos assistindo estarrecidos, imaginando que algo deve estar errado com os outros e nunca com nós mesmos.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Estudar te dá consciência, a vida experiência.

Depois de ter trabalhado um tempo descobri isto sozinho. É bem isso, estudar fornece caminho de consciência para os alunos aplicarem o que descobriram em sala. Alguns ainda não enxergaram isso, mas com o tempo irão. Um aluno em conversa me colocou a quantidade de informação e observações que fez em seu trabalho. Ora, como é que pode fazer tantas observações? Ele confessou que não sabia. Então perguntei se foi a aplicação dos conceitos aprendidos em sala. Ele concordou calma e completamente. É isso, estudar vai fornecer caminho de críticas conscientes e racionais, mesmo que você não tenha experiência. É a sua vida pessoa l e profissional que vai lhe dar experiência de observações e aplicações bem sucedidas ou não. Então podemos para de esperar que todo professor seja um ultra especialista em tudo, para entender que ele é parte da construção de um aluno de mentalidade consciente de trabalho de alto nível. E a experiência, experiência vem com o tempo. Boa sorte.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Se preparar e estar preparado

Os alunos me perguntaram outro dia como fariam para se preparar para a prova. Parei e fiquei pensando sobre a pergunta e me dei conta de uma percepção equivocada dos alunos. A percepção errada está no fato original da interpretação da ideia de se preparar. Deixe-me ser mais claro. Uma coisa é se prepara para a prova, outra é estar preparado para ela. No curto prazo até posso concordar que estudar é uma boa forma de preparação, mas no longo prazo, com visão maior sobre as habilidades e competências, é necessário que o aluno esteja preparado para as oportunidades. Que pode ser a prova, um emprego, uma situação que tem que encarar, entre outros. Estar preparado só ocorre com empenho diário e mínimo do aluno e não com um esforço hercúleo de última hora. Então é isso, não vamos mais nos preocupar com a preparação imediatista que não sute efeito na vida profissional. Vamos fazer um pouco todo dia e colher os resultados finais. Se quiser um feito fantástico, comece a ter um comportamento fantástico todo dia. De resto é delírio.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Professores e coordenadores não são sua familia, mas podem ser grandes e importantes referências

Seus professores podem ser muito mais do que são, basta você ter a sensibilidade e a vontade. Minto, nem todo professor, mas você vai reconhece-lo, tenho certeza. Penso que professores são pessoas com possibilidade de serem bem mais do que simples repassadores de informações. Podem ser educadores, consultores e orientadores. Podem ser tudo isto em uma fase importante da vida do aluno tenha ele a idade que tiver. O professor pode ser mais do que alguém com quem você descobre assuntos O professor pode ser alguém com quem você divide o mundo e transforma ele. O professor pode dividir experiência, e ele quer fazer isso, caso contrário não estaria lá.  Quando isto ocorre acontece o ensino e educação juntos. Muito diferente de apenas conhecimento é fundamental termos referências para comportamentos, pois tudo que temos é fruto de nossas atitudes, e não o contrário. E por que não eleger alguém que faça de nós alguém melhor? Por que não um professor, que já á alguém disposto a isso. Encontre o seu Guru, e mude de Guru quando quiser. A evolução é isso.

São as dificuldades que nos fazem

Diz um pensador que a ostra feliz não faz pérolas. Para entender isso é necessário primeiro saber que a pérola é fruto do mecanismo de defesa da ostra contra impurezas que porventura apareçam. São estas pequenas dificuldades que ao longo do tempo vão fazendo com que as ostras, através de seus mecanismos e sua capacidade de lidar com a adversidade, criem o que chamamos de pérolas. Penso que somos como o mecanismo das ostras, que através das dificuldades vamos lapidando nossas riquezas, valores e importâncias. É na dificuldade que se faz a diferença, aparecem os valores e criamos um futuro feliz. Portanto, pare de lutar contra as dificuldades e comece a aprender com elas para que você possa criar sua felicidade. Lembre-se: ostra feliz não faz pérola.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Meu segundo filho e o primeiro de novo

Eu sou o segundo filho, e agora quinta, nasce meu segundo filho. Isto me fez pensar nas injustiças maravilhosas que nos fazem diferente e únicos. Meu primeiro filho me teve com exclusividade e nenhum mais terá este privilégio. Meu segundo filho crescerá com um irmão a volta para brincar. Um privilégio que o primeiro não teve. O primeiro terá que aprender a dividir, o segundo a conquistar. Apesar de ter estudado, lido, e já vivido um tanto, vejo que não sei nada. Meus filhos me ensinam sobre coisas que jamais tive que pensar. Se são capazes de fazer isso hoje, um aos dois anos e outro sem ter nascido, estou louco para saber o que me contarão quando crescerem. Seja bem vindo!!!

Instituições de ensino, a pesquisa e o comércio

Ainda há quem pense que a iniciativa privada é a dona da bola, me desculpe, a iniciativa privada é dona do dinheiro. Dona da bola é o conhecimento. O conhecimento é feito dentro da sala de aula em instituições de ensino. Vejamos, Thomas Edison, é o inventor da lâmpada, acreditava na energia contínua como forma de tecnologia, revolucionou o mundo como o conhecemos. Antes de empresário de sucesso foi aluno aplicado e um curioso inveterado. Bill Gates, assim como Thomas Edison tinha mãe professora que provavelmente mantiveram o "bichinho do conhecimento" deles alimentado. Uma das áreas mais requisitadas e alinhadas dentro de empresas é a de desenvolvimento e pesquisa. É desta área que surge o que se vende, produz, o que vai mudar o mundo. Empresas já foram donas do conhecimento, hoje o conhecimento está mais fora das empresas que dentro delas. E fico pensando se já foi ao contrário algum dia. Empresas não conseguem absorver as mudanças como a sociedade, os institutos de ensino superior não dão conta de ganhar dinheiro como fazem as empresas. A sociedade é dependente de produtos, então por lógica, empresas e instituições de ensino são dependentes. É uma relação complexa, mas inexorável. De onde vem as inovações que mudaram o mundo? Da academia. E de onde saem as pessoas capazes de fazer melhor, inventar e desenvolver o mundo? Conhecimento gera dinheiro tanto quanto o comércio, que aliás, se vale da ciência para fazer isso.

domingo, 2 de novembro de 2014

O meu, o seu e o nosso.

Existe um terreno próximo a minha casa. Este terreno é público, portanto de responsabilidade pública. Eu sou público. Quem me ensina isto é um vizinho ainda mais próximo do terreno. Esta pessoa tem sistematicamente plantado árvores para que haja frutas, flores e sombra para todos. Hoje me encontrei com ele e sua enxada, tinha outro, agora somos três. É isso, não vamos esperar,  vamos fazer o que é público realmente ser  publico. Vamos fazer a praça.  Se não nos envolvermos não haverá nada mais do que esperança, frustração e a triste sensação de abandono.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Minha bicicleta e minha imagem prejudicada

Então, hoje mesmo estava vindo para a faculdade de bicicleta e me deparei com a mesma situação de outros dias. As pessoas não me reconhecem quando estou andando de bicicleta. Me lembrei do psicólogo social Fernando Braga da Costa que se vestiu de gari. Por alguns anos trabalhou varrendo ruas e conseguiu, no seu mestrado, provar a invisibilidade social, que é a percepção humana prejudicada e condicionada à divisão social. Parece que vou poder como engenheiro reescrever o trabalho dele. Um detalhe é importante nisso tudo. Minha bicicleta é um clássico dos anos 80, ou seja, não atrai atenção e é até mesmo muito retrô. Velha e sem sal, mas muito valor pessoal. Fica a pergunta: será que com uma bike melhor as pessoas vão me reconhecer? Ou será que ainda operamos com a ideia: vale o quanto tem, não o que é?

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

100 posts, muitas opiniões, perguntas e respostas.

Parabéns!!! 

Foram 100 posts, com 4313 visitas e muitas oportunidade de discussão em salas e corredores.

Isto é muito legal. Obrigado pelas visitas, opiniões, perguntas e respostas.

Entre a calmaria e o caos, o planejamento

Entre a calmaria do dia a dia e o caos de épocas de provas e trabalhos está o planejamento. É o planejamento das atividades que faz com que possamos fazer o caos parecer uma calmaria. O planejamento nos dá condições de estabilizar as cobranças e falta de tempo de épocas onde tempo é um luxo. Mas isso faz com que se inverta as prioridades. Ou seja, é na época de calmaria que se corre atrás para que haja sempre a mesma condição de trabalho, estudo, treino, seja lá o que for. Pois se deixarmos o caos chegar, além de não conseguirmos fazer o que foi proposto, ainda temos que lidar com as frustrações das oportunidades, prazos, e ganhos perdidos. Planejamento é fundamental para manter o ritmo, ganhos e metas atingidas. Planejamento é fundamental.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

As coisas não são elogiadas por que são desejadas, mas desejadas por que são elogiadas.

Pare e pense na frase: "As coisa não são elogiadas por que são desejadas, mas desejadas por que são elogiadas". É uma frase de Sêneca, 4 anos antes de Cristo. O que ela te diz, te faz pensar e quer te dizer. Vamos pensar. Se desejar as coisas está ligado a elogios, então as pessoas estão avaliando as coisas pelos elogios realizados a essas coisas, e não pela importância ou relevância de fato destas? Então, isto seria como criar uma contradição entre o realmente necessário e o desejado? Não? O realmente importante e o irrelevante? Me parece que, operando nesta "frequência" de interpretação, precisamos dar mais atenção de como damos valor as coisas e as desejamos. Isto, para que não apoiemos o que não deve ser apoiado. Observar o que precisamos de fato e não desejar por conta de meros elogios.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Está tudo lá, só não está a atitude necessária


A internet é mesmo fantástica. Me lembro ainda quando precisava consultar a Barsa ou o Dicionário Lello Universal para saber ou aprofundar meus conhecimento sobre algo desconhecido. Muitas vezes nem nestes livros se encontravam informações. E ficava tudo assim mesmo, do jeito que está. Hoje com a internet a maioria dos alunos nem precisa ir a uma biblioteca, muitos não sabem nem que cheiro tem uma. Sim, existe um cheiro de biblioteca. O cheiro do conhecimento, como eu defino. Voltando a internet. O alunos hoje contam com uma biblioteca virtual. Como professor já apresentei a eles uma que a instituição fornece. Mesmo assim não houve mudança no mais importante, a atitude. Os alunos continuam sem atitude para ir atrás. Mas não estou falando da biblioteca, estou falando do conhecimento. Pois tudo está lá, na biblioteca e na internet, mas a atitude necessária não. Enquanto faltar atitude, sobrará desculpas e a busca dos culpados por coisas que temos que fazer por nós mesmos.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Fazer julgamentos


Aqui eu falo sobre o problema de fazer julgamentos. É necessário esta mesma habilidade para entender o que estou tentando lhe dizer.
Facilite sua vida sendo neutro no julgamento e deixando sua opinião, sendo ela qual for para depois ou para você mesmo.

Eleição e o papel de cada um.

A eleição acabou, mas o país fica, as contas ficam, os amigos aparecem. Enfim, tudo volta a normalidade, se é que em algum momento foi diferente. Há no ar hoje uma sensação de estranheza, já que esta foi a eleição mais acirrada de todos os tempos já disputada neste país. Isto não significa que deixamos de ser quem somos, nem que outros se tornaram algo que nunca foram, por exemplos amigos e inimigos. Tudo está como sempre esteve. A democracia é isto. Para os que ganharam fica o parabéns pela vitória, para os que perderam fica a lição de saber fazer igual ou melhor. Mas para os dois casos o relógio da história segue e as necessidades mudam, assim como as opiniões. Viva a liberdade de opinião.

Juntando as peças do conhecimento

Por muitos vezes tenho alertado os alunos para a questão de fragmentação das disciplinas, que na verdade, estão profundamente conectadas. Os alunos participam de diversas disciplinas e não conseguem junta-las, talvez seja problema da forma de ensino que temos, talvez seja falta de oportunidade de conexão, talvez seja desinteresse do aluno em fazer esta ponte. Seja lá qual for o motivo o conhecimento fica mais para um Frankenstein que para um modelo de beleza atual. O que quero dizer é que apesar das disciplinas serem ministradas separadamente, em sua maioria, tem conexões fortes umas com as outras. Como professor fico angustiado por ter que cumprir uma ementa extensa, pois muitas vezes o volume rouba o tempo que precisamos para fazer conexões importantes. Estas conexões acabam ficando por conta do aluno, que muitas vezes não as faz. Então fica a sensação de que estão estudando algo desnecessário, que nunca vão utilizar. Isto não é verdade. Se começarem a fazer as conexões certas, entenderão a importância dos assuntos estudados ao invés de dar importância as notas a serem tiradas.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O valor das coisas, o meu valor para as coisas e o valor dos outros.

Existe muita confusão por conta do valor que damos as coisas. Isto ficou muito claro para mim quando uma cadeira de 120 anos que está na minha família quebrou irreparavelmente. Coloquei ela para fora outro dia e ela ficou lá...Talvez ainda esteja, ainda vou descobrir. Então é isso, 120 anos e fazer parte da minha família é algo importante para mim, mas não tem valor para os outros. Uma cadeira quebrada é uma cadeira quebrada, não tem serventia. Então fica a lição, vamos colocar mais razão em algumas idéias de valor, para que não precisemos brigar com o mundo por conta de valores que só dizem respeito a nós. Nunca imaginei que uma cadeira quebrada pudesse gerar uma discussão interna entre o que é valor emocional e valor real.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Agregar valor demais

Aqui eu falo sobre o problema de querer agregar valor demais. Quando tentamos agregar valor demais corremos o risco de ajudar um pouco a quem tem muito comprometimento. Depois da crítica temos descomprometimento,  uma ideia sem dono e nenhum resultado. Escute, comente, compartilhe.